Teletrabalho e descanso: como nos está a afetar

Jul 25, 2021 | INFORMAMOS-TE | 0 comments

O ano de 2020 ficará para a posteridade. E fá-lo-á por um motivo terrível, que parece saído de um pesadelo. A primeira pandemia do século XXI arruinou negócios, mudou a forma com que encaramos o mundo e, sobretudo, acabou com milhares de vidas. Mas pondo o foco na maneira em como modificou o comportamento humano, encontramos um fator no qual podemos ver aspetos positivos. A democratização do teletrabalho ajuda no nosso dia a dia, mas também pode confundir o nosso corpo, e o nosso descanso.

E de repente encontramo-nos com o teletrabalho

O que anteriormente apenas pertencia a alguns autónomos e profissionais liberais, o Covid estendeu a todo o tipo de trabalhos. Acordar, fazer um café e, ainda em pijama, ligar o computador para começar a trabalhar, já é uma história tão quotidiana como a de apanhar o metro para ir para o escritório. O teletrabalho estendeu-se, democratizou-se, e tornou-se viral. Uma forma de nos relacionarmos com o laboral, que traz muitos aspetos positivos, mas um punhado de fatores negativos.

Se é certo que ganhamos em comodidade (pode trabalhar em pijama e desde o sofá), nos faz gastar menos dinheiro (pense em tudo o que poupa em gasolina e/o transporte público), e fomenta a conciliação familiar, o teletrabalho tem um reverso negativo: a linha estreita entre trabalho e ócio. Escritório e casa.

¿Qual é o início da jornada laboral? ¿E o fim? ¿Conecta-se aos fins de semana? ¿Abre desde a cama o e-mail, para consultar se lhe chegou algum correio de trabalho? Se as respostas às anteriores perguntas são positivas, é possível que o teletrabalho esteja a afetar a sua higiene de sono, o seu descanso, e o seu estado físico.

Segundo dados do INE, até 2019, apenas um 4,8% dos trabalhadores o faziam em formato de teletrabalho. Hoje, em 2021, um 80% das empresas já estimularam esta forma de encarar o laboral, e já se estima que um 32,6% dos empregados espanhóis poderiam levar a cabo a sua atividade profissional de forma remota.

Como já temos comentado, entre o positivo e o prático, encontra-se uma espécie de limbo, na forma de ausência de horários. A fina linha vermelha entre o profissional e o pessoal torna-se confusa, fazendo com que muitas pessoas tropecem, e causando problemas para descansar.

Qual é a fronteira entre o tempo livre e o teletrabalho? ¿E como se relaciona isto com o descanso?

Estas são algumas das perguntas que continuam sem respostas, no que diz respeito ao teletrabalho. Após a ilusão e a praticidade de poder conectar-se remotamente, e afrontar a jornada laboral desde a sua própria casa, existem bastantes elementos aos quais dar forma.

Partindo desde a própria planificação de horários, e como podemos rentabilizar o tempo da melhor maneira, até passar por aspetos mais económicos (por exemplo, ¿quem deveria pagar a fatura da luz?). A novidade e a raridade do teletrabalho levaram-nos a sofrer as primeiras consequências do remoto, e do trabalho desde casa.

Ainda que possa pensar que em casa corre menos riscos laborais, a realidade é bem distinta. Nem a nossa casa, nem os móveis com que está decorada, estão concebidos de origem para ser um escritório. Isto leva-nos a cair numa série de hábitos posturais negativos para o nosso corpo, algo que nos pode trazer problemas, na forma de doenças físicas e musculares. Estas más posturas, e as suas correspondentes contraturas, também não combinam bem com o descanso.

Por outra parte, esta nova normalidade laboral também nos leva a uma distorção das horas que permanecemos sentados. Ou a não saber medir os intervalos para descanso. Dois pontos que não só nos podem trazer moléstias físicas, mas também problemas de visão, que derivem em dores de cabeça.

Por último, mencionar também que a nula divisão entre a zona de trabalho e a zona de ócio (salvo que tenha a sorte de ter montado um escritório numa das divisões), pode resultar em certas complicações de índole psicológico. Preparar-se mentalmente para esta nova situação não é tão fácil como parece, e a ténue fronteira entre o teletrabalho e a sua própria casa, por vezes acaba por originar transtornos mentais, na forma de ansiedade ou depressão.

3 conselhos para conciliar o teletrabalho

Para evitar cair nestes maus hábitos, as recomendações que fazemos desde Maxcolchon são as seguintes:

Divida o melhor que conseguir a sua casa

Qualquer pessoa que teletrabalhe, e o faça desde uma casa com várias divisões, o ideal é estabelecer uma delas como escritório. Que essa divisão seja só para trabalho. O resto da casa deve-se aproveitar para desfrutar, descansar, ver séries, almoçar e jantar. Em resumo, para viver. No caso das vivendas pequenas, é recomendável recorrer à ajuda de biombos ou cortinas, para delimitar estas duas zonas.

Não se esqueça do tempo livre

Estabeleça horários, e desconecte do trabalho quando se cumpra o fim da jornada laboral. Relaxe, escute música, mude de divisão, saia à rua, ou faça desporto.

A importância de um bom conjunto de descanso

Quando chegue a noite, o ideal é descansar sobre um colchão firme, respirável, e que se adapte às suas necessidades. Tenha também uma almofada que o ajude a adotar a postura correta. E definitivamente, uma cama acolhedora e suave.