Que tipo de dorminhoco é você: longo ou curto?

Jul 18, 2021 | INFORMAMOS-TE | 0 comments

Por alguma razão estranha, as pessoas adoram catalogar-se e classificar-se em diferentes categorias. Realizar rankings, tops, ou classificações. Colocar etiquetas. Rótulos. Assim é como nos dividimos entre gente de esquerda ou de direita, de uma equipa de futebol ou de outra, dos que veem documentários, ou programas do coração. Entre estas categorizações, emerge uma muito mais desconhecida, que tem relação com o descanso: que tipo de dorminhoco é?

Os dois tipos de dorminhocos que conhecemos

Os dormentes podem dividir-se em duas categorias:

– Dormente curto

– Dormente longo

¿Que tipo de dorminhoco é cada um? Em seguida exemplificamos, com a ajuda de uma das pessoas mais famosas da história.

Margaret Thatcher, primeira ministra do Reino Unido desde 1979 a 1990, definiu-se não só como uma das políticas mais importantes do século XX, mas também como uma pessoa capaz de dormir apenas quatro horas por dia. Uma capacidade que ajudou a engrandecer a sua figura e a sua mística, até ao ponto de utilizar esta faculdade para manter os seus funcionários a trabalhar num discurso até às duas ou três da manhã. E enquanto eles iam dormir as suas oito horas, ela podia levantar-se às 5 da manhã, para escutar as notícias na rádio:

Pegando no exemplo de Margaret Thatcher, e utilizando os conhecimentos que temos hoje em dia a este respeito, poderíamos etiquetar a já falecida política como uma dessas pessoas com genes “short”. Ou seja, aqueles que podem dormir pouco, sem que isso afete as suas funções cognitivas.

Motivado por razões puramente genéticas, os dormentes como Margaret Thatcher são conhecidos como curtos. Ou seja, podem render de maneira plena, e enfrentar uma longa jornada laboral após dormir menos de seis horas na noite anterior. Por outra parte, aqueles que são capazes (e propensos) a dormir mais do que as oito horas recomendadas, são denominados dormidores ou dormentes longos.

O que é ser dormente longo, e quais são os seus problemas derivados

Os dormentes longos são todas aquelas pessoas que necessitam e dormem uns 20% mais do que a média normal (estabelecida nas oito horas recomendadas pelos especialistas). Segundo os dados que maneja o investigador García-Borreguero, poderiam ser em torno de 10 a 15% da população. Caracterizam-se por necessitar de umas 10 horas de sono.

Este tipo de dormentes, aos que sim poderíamos etiquetar como dorminhocos, são capazes de dormir mais de nove horas cada noite, aproximando-se assim a uma série de perigos para a sua saúde. Como já dissemos neste artigo sobre as consequências de dormir demasiado, podem ver aumentadas as hipóteses de sofrer problemas cerebrais em até uns 25%. Isto produz-se sobretudo se as pessoas tendem em apoiar-se nas sestas longas (aquelas que podem durar mais de 90 minutos, e afetar a digestão).

Os dormentes curtos, suas necessidades, e os problemas derivados de descansar menos de 6 horas diárias

Este tipo de dormente, ao qual não podemos chamar dorminhoco, pela ausência de descanso que demonstra, não alcançam os 5% da população. Caracterizam-se por não necessitar de dormir mais de 6 horas ao dia, chegando em muitos casos por dormir uma média de quatro. Desta forma, acumulam uma espécie de dívida do sono induzida, o que os leva a sofrer de um constante jet-lag social.

Os dormentes curtos vão acumulando essa dívida crónica do sono, algo ao qual vão resistindo, graças a alguns truques que vão utilizando, para repor algumas dessas horas em falta. Ou seja, pequenas sestas diárias de poucos minutos de duração, ou o aumento de descanso aos fins de semana. Este tipo de dormentes costumam ser principalmente estudantes, universitários, e aqueles que acabam de aceder pela primeira vez a um posto de trabalho.

Obviamente, as pessoas que dormem tão poucas horas podem sofrer problemas cognitivos, promovidos pela privação do sono. Assim, as probabilidades de sofrer acidentes cardiovasculares, diabetes, síndromes metabólicas, e problemas sociais, aumentam ao longo do tempo.