Que acontece quando não paras? O stress e as suas fases

Jul 30, 2021 | INFORMAMOS-TE | 0 comments

Sabia que o stress conta com as suas próprias fases? Ainda que possamos experimentar uma sensação instantânea e repentina de cansaço, ansiedade, e um “não aguento mais”, a angústia e o nervosismo que o caraterizam passam por diferentes etapas. Da mesma forma que com outros transtornos de índole psicológico e/o emocional, o stress pode manifestar-se fisicamente com sinais leves, moderados ou graves.

A que chamamos stress?

Haveria que começar primeiro por responder a esta pergunta tão simples. Ainda que nos tenhamos acostumado a usar a frase “estou stressado”, ante qualquer incidência que nos provoca algum bloqueio mental, a realidade é mais séria que tudo isso. Chamamos stress a toda aquela reação que o nosso corpo tem, ante qualquer mudança que precisa de definições ou respostas da nossa parte. Ou seja, enquanto o nosso cérebro experimenta estímulos físicos, mentais e emocionais, o corpo reage a estas mudanças. Esse choque dicotómico entre corpo e mente pode ser causado por situações negativas, ou até por momentos felizes e positivos.

Entender quais são esses sinais físicos é importante para poder diagnosticar o stress e, portanto, poder combatê-lo. Felizmente, os seus sintomas são tantos e tão variados que, apesar de sua quantidade, podemos reconhecê-los: tonturas, dores e tensões musculares, oscilações de peso, insónias, suores frios, perda de apetite sexual…

As 3 fases diferentes do stress

Fase 1: A reação de alarme

Após situações como uma promoção, a sensação de que o nosso trabalho está por um fio, ou outro tipo de desafios laborais ou académicos, o nosso corpo emite uma resposta quase imediata. De repente, a mobilização do nosso sistema nervoso responde diante deste stress. O nosso estado de ânimo é afetado, provocando mudanças na coordenação do nosso sistema corporal, a regulação do sistema cardiovascular, a respiração, a tensão muscular, e até certas atividades motrizes.

Nesta primeira etapa do stress é quando os sintomas se apresentam em forma de palpitações, suspiros, secura na garganta, aparição da ansiedade, vómitos ou náuseas, respiração agitada, e dor ou tensão nas costas, no pescoço, ou nos ombros.

Fase 2: Resistência

Como o nosso corpo não pode passar toda a vida experimentando essa fase 1 (ou reação de alarme), de maneira sagrada acabamos por passar a uma etapa de resistência. Ou seja, uma fase na qual, após a exposição primária ao medo, o nosso cérebro tenta desenvolver uma espécie de estratégia. Como se fosse um manual de sobrevivência, o corpo sabe que tem de enfrentar esta nova situação vital. É aqui que os mecanismos de reação podem variar entre os positivos, que nos ajudam, ou os negativos (sendo estes últimos os que nos podem provocar problemas emocionais ou psicológicos).

Sem ir mais longe, entre as medidas que mais nos podem prejudicar estão as que consideramos a curto prazo. Para acabar com esta situação de stress, fabricamos estratégias ou táticas a curto prazo, que nos ajudem a escapar do stress. E ainda que às vezes possam resultar satisfatórias, noutras ocasiões convertem-se em remendos, que não vão mitigar a longo prazo o stress e a ansiedade.

Fase 3: Esgotamento

Quando o stress não diminui e se prolonga no tempo, acabamos por sofrer problemas crónicos, além de um esgotamento mental e físico, que pode acabar por tornar-se numa depressão.

Esta fase consiste, por sua vez, de três vertentes que afetam de maneira física, emocional e psicológica:

– Transtornos físicos: Cansaço, dor de cabeça, enxaquecas, asma, dermatite, dores de costas, ombros ou pescoço, hipertensão arterial, gastrite, resfriados, aumento ou perda de peso, insónias…

– Transtornos emocionais: Ansiedade, depressão, e até ideias suicidas.

– Problemas psicológicos ou mentais: Dificuldade para concentrar-se, desorientação, falta de memória…