Prós e contras de atrasar o despertador pela manhã

Abr 19, 2021 | INFORMAMOS-TE

É um som associado ao stress, ansiedade, nervosismo e responsabilidade. Entra nas nossas cabeças. Odiamos isso. Um som que baniríamos das nossas vidas. Infelizmente, não podemos. São 7 da manhã e voltou a tocar. É o seu despertador. Aquele objeto que de segunda a sexta marca o início da rotina. Talvez seja por isso que tendemos a atrasar o alarme pela manhã. Mas, em que medida é positivo realizar esta ação? Isto pode ter consequências no nosso descanso? E na nossa saúde?

É assim que o botão “snooze” pode determinar se o  nosso descanso foi agradável ou horrível

É um hábito que já interiorizamos. Cada vez que o despertador toca, tendemos a pará-lo e atrasar o inevitável. De repente volta o nosso “eu” do passado, aquele que era criança e dizia aos pais “por favor, só mais cinco minutos”. A diferença é que já não somos tão pequenos e o que nos espera não é adição e subtração, mas trabalho e conciliação familiar. Vida adulta.

Essa repetição de “mais cinco minutos” acaba por se tornar um loop que repetimos todas as manhãs. Como se aquela mini trégua que o despertador nos concede pudesse estender-se ainda mais no tempo. No fim, e dependendo do dispositivo que usamos para acordar, não vão passar mais de 10 minutos. Um descanso insuficiente em que continuamos na cama, mas já paramos de descansar.

Se pararmos para analisar este gesto cotidiano, o que vamos encontrar são uma série de sinais não muito positivos. Porque adiar o despertador tem uma vantagem muito curta e representa bastantes desvantagens.

O lado negativo de atrasar o despertador para continuar a dormir

O que nos anos 90 era o botão “snooze”, aquele que permitia uma pausa extra de alguns minutos até que o despertador tocasse novamente, agora geralmente dá lugar a uma aplicação nos nossos smartphones. Enfim, o sinal de que temos que nos levantar e enfrentar o novo dia. O problema surge quando tentamos evitar essa ação e iniciamos aquele loop em que tudo o que fazemos é atrasar o despertador para permanecer na cama. Sinal de que não dormimos bem, claro.

Tal como os especialistas indicam, este tipo de ato para dormir é sinónimo de má regulação dos nossos ciclos de sono. Não existe método mais perfeito do que acordar de maneira natural. Na ausência de dispositivos eletrónicos e seus respectivos alarmes.

O ideal é ter mantido tal regularidade no sono que vamos dormir quando temos sono (e sempre à mesma hora), para que no dia seguinte possamos acordar naturalmente. O nosso organismo é projetado para que os ciclos de luz nos digam quando dormir e quando estar acordados. Portanto, forçar-nos a ir para a cama ainda sem sono e, o que é pior, acordar com sono, é uma alteração dos nossos ritmos biológicos circadianos.

Seguramente já notou que, quando consegue ser regular nos seus horários, acorda sozinho, horas e minutos quase idênticos antes de que o despertador toque. Manter ciclos regulares de sono pode permitir-nos acordar sem dispositivos. No entanto, isso não deve proibir o uso de despertadores. Colocar o despertador como uma espécie de sistema de segurança também pode ajudar-nos a dormir com mais tranquilidade. E caso toque no dia seguinte, que seja em tom baixo e, acima de tudo, não o atrase mais dez minutos.

Então, não há prós?

Já deve ter percebido que falamos apenas sobre as desvantagens do simples facto de atrasar o despertador. E a razão é porque não existem vantagens colaterais biológicas ou saudáveis. Depois da explicação que demos, a única vantagem que encontramos é que ficar um pouco mais na cama é agradável.

Além de descansar um pouco mais, embora esses 10 minutos de pouca energia o recarreguem, o hedonismo que se esconde sob um facto tão cotidiano como preguiçar na cama é bastante óbvio. Tratar isso como um capricho único e aleatório não vai doer, mas não faça disso um hábito.