Porque durmo tanto durante os fins de semana?

Jun 20, 2021 | INFORMAMOS-TE

Após cinco dias esgotantes de trabalho, vida familiar, atividades sociais, prática desportiva e tarefas domésticas, chega o fim de semana e apenas temos uma coisa em mente: ¡DORMIR! E uma espécie de pergunta filosófica: “¿porque durmo tanto?”. Esta questão, que inevitavelmente está conectada com o stress e o ritmo de vida que levamos de segunda a sexta, deriva em outro dilema que vamos tentar resolver em seguida: “¿é benéfico para a minha saúde que recupere as horas de sono entre sábado e domingo?”.

A dívida de sono, a razão que se esconde detrás do maior número de horas que dormimos aos fins de semana

É conhecida pelo nome de dívida de sono (ou défice de sono). Ou seja, a diferença que existe entre a quantidade de sono que necessitamos, e a que realmente dormimos. Uma espécie de discrepância que se produz sobretudo de segunda a sexta, e que tentamos solucionar aos fins de semana.

Em termos matemáticos, poder-se-ia estabelecer que, se o corpo humano deve dormir oito horas diárias, mas durante a semana apenas o faz durante seis, vai ficando em dívida duas horas cada noite. Esta falta de sono acumulativa produz-se, como dizemos, causada pela desregulação dos nossos horários, o stress, a ansiedade, ou atividades tão quotidianas como ficar a ver televisão até altas horas da noite.

Porém, a acumulação destas horas de sono em falta não é sinónimo de um maior cansaço. Segundo indicam algumas investigações científicas, o ser humano já demonstrou que se pode adaptar de maneira cognitiva a esta carência de sono. Obviamente, isto não quer dizer que igualmente não se possam sofrer consequências físicas ou psicológicas, desde enfermidades como a depressão ou a ansiedade, até sofrer de obesidade e diabetes.

Quase como se fosse um raciocínio lógico, as pessoas têm estabelecido que o mero feito de dormir um par de horas mais aos sábados e aos domingos é a maneira ideal de recuperar esse sono perdido. Porém, estamos equivocados.

Ainda que dormir algo mais aos fins de semana por vezes acaba por ser algo inevitável, devido ao cansaço que sentimos, não vai ajudar-nos a eliminar todas as consequências negativas que se escondem detrás da falta de sono. Inclusivamente, pode até resultar contraproducente das seguintes formas:

Desequilibra o nosso relógio interno e os ritmos circadianos do ciclo sono-vigília, o que nos trará problemas para adormecer.

– Sofreremos o que se conhece como jet lag social, a falha entre o ritmo circadiano do seu corpo e o horário de sono social.

– Enfermidades como diabetes e problemas cardiovasculares.

– Obesidade.

Qual á a melhor maneira de recuperar esse sono perdido que se produz entre semana?

Existe uma multitude de opções melhores do que alterar excessivamente o nosso horário de sono aos fins de semana. Aproveitar o sábado e o domingo para dormir até ao meio dia já pudemos constatar que, mais do que uma solução, pode resultar em um problema de saúde a longo prazo. Para não cair nesta contradição do descanso, o ideal é apostar nos seguintes conselhos:

Melhore a sua qualidade de sono através do melhor conjunto de descanso possível

Por vezes confundimos quantidade com qualidade. Com o dormir ocorre o mesmo. Você, melhor do que ninguém, conhece qual é a sua postura favorita, e que tipo de cama necessita. Consiga um colchão com independência de leitos, fabricado com os melhores materiais, e que lhe proporcione os níveis de firmeza, respirabilidade e adaptação adequados. E, claro, complemente esta compra com uma almofada e suporte a condizer.

Mantenha um horário de sono regular

Independentemente de ser segunda, quarta ou domingo, tente deitar-se e levantar-se sempre à mesma hora. Não haverá problemas por levantar-se um pouco mais tarde aos fins de semana, mas tente que nunca supere uma hora extra. Um bom método para regularizar estes horários é fazê-lo de maneira progressiva.

Pratique a “arte” da sesta

Fazer pequenas sestas de 20 a 30 minutos durante a semana é muito mais saudável do que passar todo o fim de semana a dormir. Obviamente, o trabalho e as atividades académicas, sociais ou domésticas nem sempre o permitem de segunda a sexta, pelo que pode apostar mais por estas sestas aos sábados e domingos. Mas, como já o dissemos: nunca mais de 30 minutos de duração.