Os distúrbios do sono mais comuns em mulheres

Abr 9, 2021 | INFORMAMOS-TE

Existem diversos fatores que influenciam o nosso descanso, mas nem todos estão relacionados com a idade. Embora até hoje possa pensar que, dependendo da sua idade, devia dormir um certo número de horas, há mais elementos que configuram o nosso sono. Até o sexo pode influencia-lo, portanto, há certos distúrbios do sono que são mais comuns nas mulheres.

(h2) Quais são os distúrbios do sono mais frequentes entre as mulheres?

Infelizmente, as mulheres têm mais dificuldades para dormir do que os homens. Um fenómeno que causa mais alterações relacionadas a essa falta de descanso e sono: cansaço, problemas de memória, falta de concentração ou problemas psicológicos como ansiedade, stress ou depressão.

É óbvio que certas oscilações hormonais podem causar problemas e distúrbios no sono das mulheres. Seja devido ao ciclo menstrual, gravidez, menopausa ou pós-menopausa, às vezes aparecem condições que perturbam e reduzem a qualidade do sono feminino.

Para começar, e sempre com base num estudo muito completo realizado em outubro de 2017, as mulheres têm uma duração do sono inferior a 6 horas por noite em 47% dos casos. Partindo desta premissa, surgem certos transtornos e alterações recorrentes:

– Apneia obstrutiva do sono: Este tipo de apneia provoca que se deixe de respirar várias vezes durante a noche.

– Síndrome das pernas inquietas: Esse distúrbio aparece com maior incidência em mulheres que estão no período pré-menstrual.

– Insónia: A prevalência de queixas de insónia foi entre 61% e 83% das mulheres que já passaram pela menopausa. Por causa de todas estas alterações hormonais, agravam-se os problemas para adormecer e manter um sono com a qualidade necessária.

– Sonolência excessiva: Um estudo publicado na revista National Sleep Foundation concluiu que 20% das mulheres entrevistadas relataram sonolência excessiva. Este distúrbio afeta mais as mulheres mais jovens.

É assim que as mulheres dormem, dependendo dos seus ciclos vitais

Já percebeu que o sono sofre grandes modificações dependendo das diferentes fases do ciclo menstrual. Devido às constantes variações hormonais e da própria temperatura corporal, surgem alguns sintomas como letargia, fadiga e dificuldades de concentração que dificultam o sono:

Período pré-menstrual: Outro estudo realizado pela National Sleep Foundation (neste caso em 1998), até 70% das mulheres reportaram problemas para dormir devido a sintomas pré-menstruais como cãibras, dores de cabeça e dor de peito.

A gravidez: Infelizmente, existem dezenas de fatores que perturbam o sono de uma mulher grávida. Desde os próprios ajustes hormonais às mudanças de temperatura e ao desconforto físico. Além disso, condições de maior natureza psicológica, como ansiedade em ter o próprio filho, dificuldade em encontrar uma posição confortável para dormir, maior necessidade de urinar, dores nas costas, movimentos fetais ou desconforto abdominal, são alguns dos outros. Todas estas causas resultam numa má qualidade do sono e óbvios problemas de sonolência.

Afastando-nos desses ciclos vitais que provocam alterações físicas e hormonais, existem outros tipos de fatores socioculturais que também influenciam o descanso feminino. Falamos da conciliação da vida profissional, familiar, doméstica e social. Um ritmo de vida que o século XXI nos trouxe e que, somado a outros pontos como as redes sociais, afetam a higiene do sono das mulheres.

A feliz e celebrada implementação das mulheres na vida profissional também influenciou na perda da qualidade do sono. Infelizmente, esta maior presença feminina no trabalho não foi acompanhada do mesmo entusiasmo por parte de todos os homens no que se refere à conciliação da vida doméstica e familiar. Este aumento da pressão sobre as mulheres afeta negativamente seu descanso.

Em resumo, desde os ciclos menstruais até ao contexto sociocultural, todos influenciam o sono e a qualidade do descanso das mulheres.