O melhor colchão para idosos

Dez 27, 2020 | INFORMAMOS-TE

Os problemas para adormecer, não conseguir dormir por muitas horas seguidas, bem como os distúrbios do sono são infelizmente comuns entre os idosos. Além disso, isso pode ser agravado por condições médicas ou pela ingestão de alguns medicamentos que podem perturbar os padrões normais de sono.

Um bom colchão pode ser a chave para conseguir um descanso de qualidade nos idosos. Quer saber alguns aspectos a ter em consideração no momento da escolha? Explicamos como deve ser o melhor colchão para idosos.

Como deve ser um colchão para os idosos?

Há uma crença popular de que o colchão em que dormimos deve ser o mais duro possível e que, quanto mais duro for, melhor será a sua qualidade. No entanto, essas premissas não são verdadeiras, uma vez que a firmeza de um colchão depende das características físicas de quem nele dorme.

Segundo explica Manel Domingo, fisioterapeuta e decano do Colégio de Fisioterapeutas da Catalunha, a escolha de um colchão para dormir depende de aspectos como a posição em que dormimos, constituição física, altura e peso. Além disso, a escolha da almofada também deve ser complementar para conseguir um descanso de qualidade.

Isto significa que, quanto maior for o peso do utilizador, maior será o grau de dureza que o colchão deve ter. Pelo contrário, se o peso for menor, não é necessário que o colchão seja tão duro, mas sim mais flexível. Claro: um colchão muito macio pode alterar as curvas das costas causando lesões e doenças de longa duração, portanto, uma firmeza intermediária é geralmente a mais recomendada.

Por outro lado, é importante estar atento à posição utilizada ao dormir. Se dorme de lado, é preferível que o colchão seja um pouco mais macio para que o ombro se possa acomodar e não se gerem pontos de pressão. Quando se dorme geralmente de costas, o melhor é que o colchão seja um pouco mais duro.

Outro aspecto a ter em consideração na escolha do melhor colchão para os idosos é que este apresente um bom nível de transpiração, para evitar que sofram calor e suores noturnos.

Por último, em pessoas idosas e pessoas com dores lombares, uma altura maior da cama pode ser benéfica, pois, se for menor, geralmente custa-lhes mais do que o necessário para se levantar e deitar. Nas lojas de artigos ortopédicos podemos encontrar as chamadas “patas de elefante” que calçam a cama e dão-lhe mais altura, embora também possam ser utilizados blocos de madeira para o mesmo fim.

Materiais, preços e adaptação ao novo colchão

Hoje em dia podemos encontrar uma vasta gama de materiais na escolha de um colchão: látex, espuma, molas ensacadas, espuma viscoelástica … Porém, é uma questão de preferência pessoal, salvo nos casos em que haja alguma patologia que exige que o colchão se adapte melhor ao corpo e à postura.

Especialistas em descanso e fisioterapeutas apontam que, após a troca do colchão, ocorre um período de adaptação à nova superfície que pode durar de duas a quatro semanas para que o corpo se adapte totalmente. Portanto, não devemos nos preocupar se durante esse período sentimos algum desconforto muscular. Isso não significa que o colchão seja de má qualidade. Após esse tempo de acomodação à nova consistência do produto, esses desconfortos costumam desaparecer.

Um colchão em más condições pode causar dores lombares e cervicais e aumentar o ronco e o despertar noturno. Além disso, um colchão que se ajusta ao sono de quem dorme é a chave para ter uma boa noite de sono e começar o dia com vitalidade e bom humor. Toda a gente merece um bom descanso, mas os idosos ainda mais!