Dormir pouco afeta o desejo sexual?

Abr 4, 2021 | ACONSELHAMOS-TE, CASAL

Alguns estudos afirmam que o mau descanso e o sono insuficiente afetam o desejo sexual. Como é feio apontar ou perguntar sobre estas questões, presumimos que vamos falar sobre isso para ajudar outras pessoas que não são nenhum de nós.

Falando mais seriamente, o aumento da ansiedade, como resultado da velocidade social com a qual impregnamos as nossas vidas, levou à privação de sono. Todas as horas passadas no telemóvel, na internet, nas redes sociais, são impactos que o nosso cérebro acaba por transformar em pontos stressantes. Um estado no qual será difícil para nós praticar relações sexuais.

É assim como a privação do sono acaba por afetar a nossa vida sexual

Já sabemos que o mau descanso não nos traz apenas consequências físicas, mas também emocionais. Dormir mal é sinónimo de uma má regulação do nosso estado físico e emocional, o que acaba por se tornar numa espécie de cansaço. Essa fadiga atrai derivações de todos os tipos. Desde mau trabalho ou desempenho académico a baixo apetite sexual.

Este déficit de sono, quando se torna num problema de longa duração, acaba por aumentar alguns riscos. Desde um âmbito mais grave, como as doenças cardiovasculares, cancros e distúrbios neurológicos, ao já mencionado estado de espírito.

Um estado de espírito que será testemunha de mudanças na nossa personalidade como resultado da ansiedade ou da depressão. Em suma, problemas que colidem com a saúde mental e que tocam pontos tão díspares e mais mundanos quanto as relações sexuais. Sim, tudo isto é resultado de não dormir as 8 horas recomendadas pelos especialistas.

Embora possa parecer estranho para nós, existe uma grande ligação entre o sono e a nossa sexualidade. Uma relação profunda que pode começar com algo tão básico como um cenário comum: a cama. Embora seja verdade que o sexo pode ser praticado em qualquer sitio que a nossa imaginação possa conceber, na maioria dos casos ele ocorre na mesma cama em que dormimos.

Do ponto de vista biológico, quando a nossa mente está em stress e enfrentamos uma grave privação de sono, o cérebro responde com uma diminuição das hormonas sexuais. De repente, tanto o estrogénio como a testosterona são dominados pelas hormonas relacionadas com o stress. Este cortisol provoca uma diminuição do apetite sexual, além de problemas de infertilidade ou mesmo a temida disfunção erétil masculina.

Esta ligação entre o sono e sexualidade aparece com mais frequência nas mulheres. Principalmente se estiver grávida, no pós-parto ou mesmo na menopausa, momentos vitais nos quais o cansaço, o stress e a depressão são mais visíveis.

Além destas conjunturas que respondem a uma lógica de origem biológica e científica, existem outras mais associadas à lógica simples. Quanto menos dormimos e quanto pior descansamos, mais cansados ​​ficamos. Temos tão pouca energia que a prática sexual acaba por parecer uma odisseia épica.

Esse cansaço costuma ser um dos principais motivos pelos quais o sexo acaba por se transformar num ator secundário nos casais. O interesse perde-se e, portanto, os relacionamentos podem ver-se ressentidos. Pesquisas como as publicadas no The Journal of Sexual Medicine atestam isso.

Com base em alguns testes clínicos e uma série de entrevistas, descobriu-se que dormir menos do que as 8 horas recomendadas causa uma diminuição na excitação sexual. Outro estudo, neste caso o realizado em 2015 pela Escola de Medicina da Universidade de Michigan, constatou que quanto mais horas as pessoas dormiam, mais se lhes despertava o interesse por sexo ao acordar.

Se até agora sabíamos que o mau descanso e uma deficiência na conciliação do nosso sono afetam a nossa saúde, bem-estar e humor, agora também sabemos que a atividade sexual não é exceção.